O Santuário

Resumo Histórico da Missão Salesiana de Mato Grosso
Pe. Lasagna, superior das casas salesianas do Uruguai, é encarregado por Dom Bosco para estudar a possibilidade da abertura de casas no vizinho império do Brasil particularmente na cidade do Rio de Janeiro, cujo bispo, Dom Pedro Maria Lacerda, fazia insistentes pedidos. Em maio de 1882, acompanhado pelo clérigo Massano, embarcou para o Rio de Janeiro. Voltou então suas atenções para Mato Grosso, tão recomendada pelo Representante da Santa Sé, que ficava muito mais perto de Montevidéu, além de ser esta cidade ponto de passagem das comunicações que da capital do Império iam à capital da Província.
Finalmente, em 1893, Lasagna, agora “Bispo dos índios do Brasil”, escreve a Dom Carlos que para maio de 1894 estaria em Cuiabá com um grupo de salesianos, não para a direção do seminário, confiada aos padres Lazaristas, mas para se dedicar à catequese dos índios. Dom Carlos, em carta pastoral aos seus diocesanos, manifesta toda sua alegria e conclama os fiéis para prepararem uma festiva acolhida aos salesianos.
Aos 18 de junho de 1894, pelo meio dia, o canhão do arsenal da marinha anuncia a chegada do navio no qual viajam os salesianos, capitaneados pelo próprio Dom Lasagna. Autoridades eclesiásticas, civis e militares, tendo à frente o Bispo diocesano e o Presidente da Província, e grande multidão de povo estavam no cais para dar as boas vindas. O grupo era constituído por três padres: Antônio Malan, diretor, José Solari e Arthur Castells, um clérigo: Agostinho Colli e o noviço João Batista Ruffier.
Dom Lasagna, centro das atenções da população e das autoridades, não perde tempo: em tratativas com o governo, conclui um convênio pelo qual é cedida aos salesianos a direção da Colônia Teresa Cristina, no São Lourenço, onde vive uma centena de bororo. São eles o centro da atenção de Dom Lasagna. Em carta a Dom Cagliero, escrevera: “Lá no coração da América falando de Mato Grosso, seria para nós um ponto estratégico e daria grande campo aos nossos missionários”.
Retornando a Montevidéu, Dom Lasagna não esquece Mato Grosso: desprendendo-se do próprio secretário: Pe. João Bálzola, envia-o com outros salesianos e com um grupo de irmãs salesianas, para assumir a direção da Colônia Teresa Cristina, onde se estabelece no mês de maio. Para o fim do ano, espera-se em Cuiabá nova visita de Dom Lasagna, quando chega a notícia do desastre de Juiz de Fora, no qual pereceram Dom Lasagna, seu secretário e várias irmãs.
Após o primeiro impacto, Pe. Antônio Malan, diretor da obra salesiana em Cuiabá, assume a responsabilidade da obra iniciada por Dom Lasagna e constitui-se no grande realizador do ideal de Lasagna.
Em 1898, Pe. Malan estende a ação salesiana para o sul, abrindo em Corumbá uma escola. Foi aos 15 de março que um grupo de cinco salesianos, três padres e dois irmãos coadjutores desembarcaram na Cidade Branca, para dar início no dia 4 de abril, em casa alugada, a um pequeno colégio, que nos segundo mês já contava com 112 alunos. Em 1904 chegaram também as irmãs salesianas, para atender à juventude feminina. Transcorridos os primeiros anos e superadas várias dificuldades, a obra salesiana na Cidade Branca foi se firmando, abrindo ao longo dos anos também o curso comercial.
Em 1950 foi solenemente inaugurado o Santuário Maria Auxiliadora e em 1962 surgia a cidade Dom Bosco para acolher centenas de jovens e meninos, dando-lhes assistência e educação.

Dom Miguel Alagna, uma história de amor a Corumbá

Ao romper o ano de 1930, o Superior Salesiano enviou um clérigo que foi ordenado padre em São Paulo e, depois, sagrado bispo em Corumbá, seguindo, logo após, para o Amazonas, onde permaneceu em sua sede episcopal.
Veio ele da longínqua Itália e aqui trabalhou mais de 25 anos em diversos cargos, mormente o de Diretor do Santa Teresa. Impossível falar da obra de Dom Bosco em Corumbá, sem tocar neste nome: Pe. Miguel Algna.
O jovem professor, aliás, bom matemático, veio e cumpriu à risca a grande missão que a Divina Providência escolhera para ele desempenhar.
Tomou a si, junto com os denodados salesianos de seu tempo, a tarefa de levantar o Santuário de Maria Auxiliadora, (coisa já tentada duas vezes), e conseguiu erguê-lo. Logo depois, a mesma turma levantou o Círculo Operário, cuja obra já deu muitos diplomados em Corte e Costura, arte culinária e o Ginásio para os menos privilegiados.
No mesmo passo de gigante, junto com o Pe. Ernesto Sassida foi, com auxílio consciencioso dos ex-alunos, levantada a sua sede à rua Cuiabá, sede essas planejado por Humberto Giordano.
À rua XV de Novembro, está o mais lindo prédio-aulas da cidade, trabalho heróico, executado pelo então Pe. Miguel Alagna que, nomeado Bispo do Rio Negro Amazonas, partira saudoso para sua Diocese.
A persistência e perseverança do querido “Pe. Miguel”, cultivaram a todos os corumbaenses da época.
Não existia uma só família na cidade que não reconhecia o trabalho daquele bravo missionário que construía não apenas prédios, mas principalmente o caráter de milhares de corumbaenses que passaram pelos bancos escolares do Santa Teresa.

Algumas fotos da época.











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